
A categoria dos policiais rodoviários federais em todo o país entrou em estado de alerta após deliberação da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quinta-feira (12). A medida busca pressionar o Governo Federal pela criação do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), considerado estratégico para fortalecer o enfrentamento ao crime organizado no Brasil.
De acordo com a entidade, o fundo representa um instrumento fundamental para ampliar a capacidade operacional das polícias da União, fortalecer as estruturas institucionais e intensificar ações de investigação, repressão e desarticulação de organizações criminosas. Caso a proposta continue sem avanço, a categoria avalia a adoção de medidas gradativas de mobilização.
A proposta de criação do FUNCOC foi apresentada ainda durante a gestão do então ministro Ricardo Lewandowski e prevê a destinação de recursos para investimentos institucionais e aquisição de equipamentos, garantindo maior eficiência, integração e modernização das forças de segurança federais. No entanto, o projeto de lei encontra-se atualmente paralisado no Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Outro ponto destacado pela FenaPRF é a necessidade de garantir que os recursos do fundo sejam distribuídos de forma justa e equilibrada entre as instituições de segurança pública, com critérios claros de repartição.
A federação também reafirmou, em nota pública, o compromisso com o diálogo institucional e com a construção de soluções que garantam melhores condições de trabalho aos profissionais da segurança pública, refletindo diretamente na proteção da sociedade brasileira.
No Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais em Mato Grosso do Sul (SINPRF/MS), o presidente Wanderley Alves dos Santos destacou que a categoria está alinhada às orientações da federação.
“Os policiais rodoviários federais estão prontos para atender aos direcionamentos da FenaPRF. Entendemos que os investimentos provenientes desse fundo são essenciais para fortalecer o combate ao crime organizado, especialmente nas regiões de fronteira. Sem esse instrumento, o Brasil corre o risco de estar sempre um passo atrás das organizações criminosas”, afirmou.
Segundo o dirigente sindical, o FUNCOC pode garantir recursos importantes para modernização de equipamentos, fortalecimento da inteligência policial e ampliação da capacidade operacional das forças de segurança que atuam diretamente no enfrentamento ao crime organizado e aos delitos transfronteiriços.
Foto: Divulgação PRF